sábado, 23 de outubro de 2010

O que era um filme posado? Era ficcional. E o casado era um documentário que a pessoa fazia e tentava vender para a pessoa que lhe tinha documentado. Havia casos em que era os dois, na época. É um trabalho histórico. "Pagu tinha os olhos moles". Fazer o quê? Senta e espera, Pagu. "Pagu plantava paciência, só não colhia. Mas que plantava, plantava". Agora as coisas nem são assim. Agora tem tudo de drama, ficção, romance, aventura. Agora tô até meio western, meio bang-bang, meio Norte-América, meio Kevin Costner. A gente nunca sabe o que esperar. Dou um tiro e enfio o pé na porta, 'dale' que vou entrando. Cuidado quem está por trás. Depois meio pornô, meio lá e cá, meio depravado. O que custa? É sábado. Te dou um controle agora, daqueles que só eu tenho, daqueles que você usa pra decidir o gênero. Foward.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.

Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça.

Alice:

“What does it matter that love is lost? Love is a song that trembles in the air and is caught by another. Love is a sweet melody that haunts those that like your singing. Let it go, and it will come again in another form. If you don’t let it go, it will never return, for a vessel that is full can never be filled. But a vessel that is empty can be filled with a rich new wine that you have never tasted before. And the new wine doesn’t destroy the memory of the old, but enriches your palate and your sense of having lived much. Unused palates don’t know good wine from bad.” (Ben Okri)
 
Dá pra ser mais Lua em Libra do que isso?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sleeping Beauty

Theatro da Paz - Belém PA
Datas:  16, 17, 18 e 19/12 (Sessões: 17h e 20h)

domingo, 17 de outubro de 2010

Tal Ben Ari é uma musicista - cantora e compositora - nativa de Tel Aviv (Israel). Residente de Barcelona, Tula, fez parte de alguns grupos, colaborou com artistas e participou de shows, como por exempo com Gema 4, capella Cuban quartet, etc. Consolidou uma forte carreira nos teatros da Espanha.

Eis a voz de arrepiar, vale conhecer:
 http://vimeo.com/4320320

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Playing for Change | Peace Through Music



Movimento criado para transpor as barreiras econômicas, políticas, geográficas, sociais e musicais. 
Com a intenção de expandir o poder da musica e diminuir as barreiras entre os homens, o projeto criou fundação própria em 2007 e hoje vem sendo desenvolvido por músicos ao redor do mundo interessados em eventos beneficentes, em conscientização musical e cultral em escolas de arte, etc. Reunindo e tocando. Tocando e unindo. Qualquer um pode agregar-se ao projeto Playing for Change e fazer parte do que ele tem de mais peculiar. Agregar através da música.

Vale mesmo a pena conhecer: http://www.playingforchange.com/blog

sábado, 9 de outubro de 2010

Acho o Círio uma ocasião sensacional pra mostrar o que Belém tem de melhor. É louvável (exatamente essa a palavra) perceber que de doze anos pra cá o turismo foi alvo de investimento do governo e a cidade, de fato, ficou mais bonita. Leia-se Estação das Docas, Onze Janelas, Mangal das Garças, etc. Mas e aí o trânsito? Belém tem suas qualidades ressaltadas, outubro chama turistas e o trânsito continua sem um bom planejamento. Não existe 14 de março, a 9 de Janeiro fica um caos completo porque precisa compensar a lotação da 14. A Alcindo Cacela virou a via dos 'desistentes': não vou mais a doca, o trânsito está caótico.. ok.. volto pela Alcindo! Entre outras situações que também contribuem pra ela estar normalmente crowded. Consequentemente a Governador José Malcher, que já é por si só uma via movimentada, fica três vezes pior. A Nazaré então... não vou nem comentar. O trânsito de Belém já para normalmente, já tem suas mazelas, não flui em algumas vias. Imaginem só como está agora. Estou quase acatando sugestões familiares de sair de bicicleta.

Mas aí tem os assaltos.. ah.. fica pro próximo.

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