terça-feira, 9 de novembro de 2010

Réplica

Alguma coisa fugiu do controle em algum momento. Procurei alinhavar cada um dos cantos pra não te machucar, mas tu chegaste com uma tesoura, cortando todas as linhas. 

Ficou meu cheiro no teu livro - no que eu te dei - porque pus as mãos nele. Pus mesmo, abri, passei os dedos entre. Olhei. Li. Escolhi umas partes pra não me esquecer. Esqueci de algumas que escolhi. Tudo isso pra me certificar que fosse ser do teu agrado. 

E se tu tivesses me deixado voar-borboleta? 

Também tem alguma coisa muito boa de ti dentro de mim que me faz gostar tanto de te encontrar até que eu ria bastante, sabe como é? Uma coisa que é mais pra carinho. Mais pra amor de verão mesmo, de inverno, urbano, de hora e meia. Acontece que eu pausei o filme na primavera. Alguma coisa tão boa que ficou me faz crer na pessoa que tu és, que eu acho que tu és, que eu confio que tu sejas. E não naquela mulher craque em manipular as situações, cutucar as pessoas, criar climinhas. Isso tu sabes bem também. (...) Então, ora.. quase que eu me perco. (...) Em algum momento eu me liberei. Me liberei e fiquei só, porque precisei ficar leve ou eu não seria minha. Porque de alguma maneira quiseste me prender-borboleta num copo de vidro... Aí me senti mal porque não podia corresponder a tua vontade e estar lá. Achei, no início, que fosse porque minha asa tinha listras vermelhas, mas aí tu me disseste que não. Que teu jeito era esse mesmo, que gostava dos copos, não das asas. Isso não me diminuiu. Sei que se eu estivesse  enrolada na linha que você cortou, isso ia ter, pelo menos, ferido meus 30% leonino. Cuja palvra-chave é ego, dos dois aos vinte e nove. Me senti aliviada na hora, inclusive. Mas isso também não mudou a situação. Continuaste com o copo na mão e quando quiseste largá-lo. (Quiseste largá-lo?) Bem, aí era tarde da noite e eu só tinha vinte e quatro horas, voei pra algum canto bastante sozinha, batendo as asas como se tivesse pressa de estar longe pelo menos por um tempo. Vi a chuva, transparente, entre as flores da primavera, toda amarela em volta de mim. E aí sim, tem algo de você muito bom aqui e tudo tá bem.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tênue. Eis que chega aquela região limítrofe entre o desejo e o coração. Uma pulsação desejo, outra coração. Desejo. Coração. Desejo. Coração.

domingo, 7 de novembro de 2010

Tenho que optar entre ser bailarina, bacharel em potencial, ficar pra titia e viajar. Algo me diz isso.
Horas de sono: 3
Ligamentos rompidos: 2 e uns trocados
Provas: 7
Org.: ?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Let it be?

Incrível como um minuto pode ser muito e como das coisas mais certas da vida, a gente agarra insistentemente a mais duvidosa. Muitas coisas acontendo enquanto parece que nada acontece. É isso.. good news, but feeling strange. Queria tirar férias comigo mesma, me levar pra uma ilha só por um dia. Se eu queria dormir por tempo indeterminado, às vezes? Eu queria. São os pensamentos que fervilham em torno da cabeça e se você começa a se questionar sobre cada uma das coisas, acaba não parando. Não que seja ruim, sabe? Se questionar, eu digo. Mas que é cansativo, é.

domingo, 31 de outubro de 2010

Tap Americano

Som: http://www.youtube.com/watch?v=lSKc6wPfmls
Foto: Andrew Liebmann

sábado, 30 de outubro de 2010

Era tanta saudade. É pra matar. Eu fiquei até doente. 
Eu fiquei até doente, menina. 
Se eu não mato a saudade. É, deixa estar. A saudade mata a gente.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terminei de ver Educação, estava lendo umas críticas e caí aqui: Mao's Last Dancer. Lembrei que não escrevi nada a respeito. Sempre tenho essa coisa de eleger o filme do ano. To em dúvida ainda, o ano não acabou, mas vou deixar esse aqui como um dos mais cotados. Cunxin Li, Jan Sardi e Bruce Baresford, valeu ein.. e olha que pra eu chorar vendo filme é uma luta.