Eu quis te amar, amor, mais do que pude,
mais que a dor e a cor de cada instante
mais que a dor e a cor de cada instante
mas que o fácil venha, e que virtude
além da luta e força em mim restante.
além da luta e força em mim restante.
Não é que algumas pessoas tenham sido criadas com a intenção de romper com as irregularidades políticas ou ideológicas vigentes, na realidade algumas pessoas notam que alguém tem que fazer o mínimo que se faz necessário pra melhorar, nem que seja um pouquinho, aquilo que não concorda com o mundo. Na passagem dos anos 50 para 60 uma séria de jovens propôs um cinema novo, um cinema que fosse pras ruas e que estivesse perto da sociedade brasileira renovando as formas de linguagem e estética cultural do país. Os jovens saudados pelo jornalista Glauber Rocha se encontram na Bahia e compartilham de sensibilidades semelhantes perante a experiência artística, surge então um novo legado de cineastas e longas-metragens, mas é em 1964 no festival de Cannes que o Cinema Novo toma novas proporções marcando o cinema brasileiro com Deus e o Diabo na Terra do Sol. A ditadura, como sempre, fazia com que os assuntos efervecentes fossem amenizados e discutidos com cautela por quem vivia do gritar de uma sociedade em processo de mudança. Aprendi que o cinema é uma indústria, mesmo indo contra ela.
Pela legalização do aborto com restrições de idade da criança e condições sociais de vida, como alternativa à diminuição da violência nas cidades informais e com prévia pesquisa de renda familiar. Pela legalização do aborto principalmente pela abolição da prática clandestina e das más execuções desta. O que a população tem que tirar da cabeça é que a legalização do aborto não vai fazer do seu uso rotina, por favor, abortar não é tão prazeroso quanto comprar um saco de bombom na rua e não é porque não é legalizado oficialmente em todos os casos que as mulheres deixam de abortar, querendo ou não é uma escolha que se faz direito surtindo um efeito de plena responsabilidade subjetiva.
Inaceitável que se obscurem palavras referentes a personalidade presente, que se deixe de falar do modo que viveu e das coisas pelas quais se interessou. O que penso a respeito de Winston Churchill é o que todos vêem, um homem que se esculpiu estadista britânico, jornalista, escritor, orador, historiador e ouso dizer que seria um estrategista invejável. Ele enxergava além do que lhe era exposto e quando o decifro noto que a falta desse tipo de politicagem é capaz de afetar qualquer país. Hoje em dia o indivíduo se limita perante os conhecimentos e se aprofunda numa determinada área, no fim das contas pra ser digno é necessário saber um pouco de tudo. Faltam pessoas mais interessantes na realidade. Churchill se dedicou a política contribuindo com sacadas espetaculares, tanto bélicas quanto econômicas. No período entre guerras imprimiu uma crítica severa ao nazismo prevendo um ataque alemão à Inglaterra, dito e feito Winston Churchill para primeiro ministro após a invasão de Hittler à Polônia e consequente guerra declarada à Inglaterra, haja vista o acordo de proteção mútua. Os Estados Unidos na Segunda Guerra como tentativa de frenagem a Hittler foi idéia de quem? E mesmo com essas suposições e confirmações brilhantes teve uma das eleições marcadas pela derrota, por esse motivo existem países que crescem e outros que curtem uma crescente estagnação, revoltante. O que falta pra que um político qualquer hoje em dia decida se interessar pelo recebimento do prêmio Nobel de Literatura como o que W. Churchill ganhou pelas Memórias de Guerra? O que falta para que se esbocem palavras de paz em discursos fumegantes aclamados pelos cidadãos? O que falta para que um indivíduo se torne o cidadão propriamente dito? Espero que Churchill tenha aproveitado os seus cem anos de pintura no céu, como ele mesmo disse e espero que ainda haja alguma juventude interessante por aí.