quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

General rehearsal, não tem preço.

Eu tenho outro mundo bem na palma das minhas mãos. E quanto mais me sinto repreendida, mais mergulho nele. Sensação da mente se esvaziando de fato.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

eu lembro bem dos teus olhos me reprovando. Não me venhas, tu, com essa palavra. Com essa tamanha baboseira pra me fazer sentir diminuída. Eu já sei que é assim que você quer que eu me sinta e por isso, não me sinto. Só por isso, acredite. Porque se eu levasse em conta todas as vezes que tu me olhaste assim poderia jurar que por dentro você estava gritando que eu era pior, bem pior do que tudo que tu criaste pra mim. E que eu não correspondia as tuas expectativas e que eu poderia mesmo me esforçar mais e não fazia. Acontece que todo o meu esforço, uso pra outra coisa. Paciência. Estou dividida, mas entenda bem isso como "momento". Não há palavra melhor do que "estado".

Ah, se você pudesse entender.. facilitaria. Mas qual seria a graça, não é? Eu chegaria em casa, você levantaria pra fazer o jantar, conversaríamos sobre minhas marcações de palco, falhas técnicas, eu diria sobre como o iluminador deixou a desejar e você estaria ali. Talvez estivesse realmente interessada ou talvez não. Eu dormiria com menos um estresse na cabeça e conseqüentemente menos uma barreira.
Pois que venham todas elas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como diria Drummond, as leis não bastam. Os lírios não nascem das leis.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Birds again and again. It is in my head but i can't tell you.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente. Preciso conduzir um tempo de te amar, te amando devagar. E urgentemente. Pretendo descobrir no último momento um tempo que refaz o que desfez, que recolhe todo sentimento e bota no corpo uma outra vez. Prometo te querer até o amor cair doente, doente... Prefiro, então, partir a tempo de poder a gente se desvencilhar da gente.

Quando a minha garganta fecha, chama Chico e ele acaba dizendo.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

02dez2010

'Humildade, dedicação, esforço e disciplina. Foi o que vi em você hoje e espero continuar vendo'

'Não tem nada mais honesto que dançar. No momento em que o bailarino pisa no palco você já sabe se ele trabalhou ou não. Não existe sorte. Cada um busca a sua sorte e transparece a sorte de mereceu.'


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quando o cansaço me acomete, é de você que lembro. Foram tantas noites que, lado a lado mal podíamos dormir. E aí que sinto aquela contração das suas coxas entre as minhas pernas e parece que você, feita pra estar ali, se despede de mim, assim tranqüila, sem mais. Eu poderia perder o vôo em Brasília mais algumas vezes e esquecer de voltar e ficar com você e estruturar nossas expectativas.. Aliás, minhas expectativas.

Tenho frases suas gravadas - de uma delas já me apropriei antes: 'feita pra estar ali' - 'você me faz ter...', '...de outro mundo', mas a mais gravada de todas desses últimos dias é 'sem mãe, não é?' e eu fico repetindo o tempo inteiro na minha cabeça essa metáfora sensacional. Não é, no meu peito, não é. Tento abafar os planos, as expectativas que me ficaram mais claras e que viraram vontades imensas. Intensas, somos. Tento focar no 'eu sabia que não íamos viver muito'. Eu restringi seu coração tanto assim? Não tenho muito tempo pra ligá-lo na tomada de novo. Na verdade, eu tenho muito tempo pra ficar longe, pra abrir espaço pra você viver outras coisas. E se você está tão tranqüila, vai ser easy. To aqui procurando uma tomada e aí você cabeça, eu coração. And now, what?

Parar e viver, sem meios clichês, dia após dia como se fossem os últimos não das 'nossas' vidas, mas da 'nossa' pequena e incendiária.