quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Já dizia Caio

Não tenha medo, vai passar. Não tenha medo, menino. 
Você vai encontrar um jeito certo, embora não exista o jeito certo. 
Mas você vai encontrar o seu jeito, e é ele que importa
Se você souber segurar, pode até ser bonito.

domingo, 7 de agosto de 2011

Trilha do Morro Dois Irmãos

Saí às onze e cheguei pouco antes das oito e quinze. Subi 600 metros acima do nível do solo, aproximadamente 200 metros acima do nível das nuvens e fiz isso com as próprias pernas, sem cordas. A trilha do Morro Dois Irmãos, pra mim, começou na Av. das Américas, na entrada do Vidigal, no Leblon. Onde cortei as curvas da favela na garupa de um moto-taxista calado que me deixou na subida da ladeira pra entrada da mata.

A parte dois começa quando vamos mata adentro por uma ''passarela'' de concreto de menos de trinta centímetros de largura e sem corrimão. Olhando pra baixo, de um lado você vê construções e do outro vegetação. Destaco que a passarela não é própria pra trilha, mas parte de uma das construções residenciais dos arredores. Ela é íngrime - mais ou menos - 27 graus ou quase 30, faz uma curva e esse é o primeiro momento em que você pensa que um tropeço ou ''olhadinha pra baixo'' pode custar muito caro nas próximas horas. É importante não perder o foco em nenhum segundo.

São 3 pontos de parada com vista até chegar no topo. São 600 metros em que você precisa controlar os batimentos cardíacos pra não cansar demais no meio. E foram 600 metros em que eu desejei uma bota de cano curto (que eu vou comprar essa semana) e uma calça até o tornozelo por causa da vegetação fechada. Tem uma das três subidas, acho que a segunda, que tem pedras muito lisas, você precisa ajudar com as mãos. Eu cortei o dedo num galho por isso e a canela por causa da brilhante ideia de ir de short. Há um momento da terceira subida em que tem pedras muito estreitas alternadas (direita - esquerda). Bom, esse é aquele ponto em que você espera nunca chegar na hora de descer........

Nada compra ter sua segurança dependendo de você por alguns instantes, nem a gratidão posterior por  sanidade e autocontrole. É o mesmo que ter a vida nas mãos e precisar usar a cabeça pra mantê-la fora de risco. Inteligência é mais importante que força, mas não vou negar que preparo físico é tão necessário quanto confiança. É fascinante pisar sobre as nuvens, estar próximo a lua, sentir cheiro de boldo e madeira. Poder se ver na mesma linha de altura do Cristo Redentor, não tão distante do topo da Pedra da Gávea. É inacreditável ver a lagoa em um buraco nas nuvens e as ondas quebrando desde o início e quase tão lentamente quanto o olhar que você destina a todos os pontos da paisagem.

É aquele momento em que você fecha os dedos com toda força que tem e respira a todo pulmão o que sobrou do céu, que daqui não se vê.

sábado, 6 de agosto de 2011

Tião e a ofiofilia.

Levantamos deveras cedo e fomos aos vinhedos que, perto do campo de amoras, rodeia tua blusa azul celeste. Celestial, era tudo o que eu queria acreditar. Mas fui surpreendida, abordada pelas três amas morenas de Copacabana que não mediram a força pra puxar o copo que eu segurava. Dentro tinham as uvas que eu queria que tu cheirasses, as uvas tórridas de lágrimas que chorei mais cedo. Parece que me quero num verbo pronominal, mas a verdade é que te quero desamarrando as blusas azuis-atlântico do varal, colocando num cesto e levando embora. Em boa hora.

Eu então, no fim da manhã, vi o sol entre a chama que acendia meu cigarro. Fiz questão de aspirar bem fundo o cheiro daquela lama molhada que pintava até o meio, minhas botas. Segurei bem firme a rédea pra que Tião, teu cavalo, não fugisse. Dei a ele um pedaço de capim e então um tapa nas ancas e ele galopou. Quando vi Tião longe uns dez metros vi a cobra que o fez cair mais tarde. Ele era bom, mas pra que mais um cavalo na areia?

Meu Liev rompeu pra perto da cobra e num ato de coragem ergueu as patas da frente e com todo seu peso craqueou sua cabeça. Bravo Liev. Como aquela única estrela que mais brilha toda noite, pra lá você levou as blusas. Pra onde foi a cobra e pra onde correu Tião. E aí que Liev volta com o peito robusto, a crina dourada e as patas embebidas de sangue e veneno. Fomos para o lago, lavei-lhe as patas, dei-lhe água, a cela velha e a montaria. De cima de Liev o vento corta meus cabelos. E assim seguimos sob o calor das duas da tarde, daquele agosto pavoroso, direto para o estábulo, onde os ofídios não adentrariam e onde eu ouviria o som do mato dando recados. Villa-Lobos é o que eu ouço. Bachianas.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A preço de banana

0,75 centavos. Blog anexo.
Sabonete >> lixo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Animal Planet, no real sentido.

Sabe quando você tem a impressão de que não sente o semestre passar e fica esperando ingenuamente um break (que nunca vai existir)?

Hoje eu estava separando umas apostilas na dropbox pra ler amanha no salão (por incrível que pareça, eu vou tirar um dia pra cuidar do cabelo) e com o remédio de sinusite na mão e esqueci o que ia fazer. Eu sou expert em ter esses momentos de "tilt". Voltei pro computador lendo e relendo o CCAD, respondendo emails, atualizando documentações, endereços e... Cadê meu remédio da sinusite?

Passei uns 15 minutos até encontrá-lo em cima dos ovos na geladeira. Cara, depois dessa eu resolvi parar um pouco e vim parar aqui, claro. Tomei o bendito, tentei comprar tkts pro Kirov (é claro que o site estava fora do ar) e vim pra cama.

Hoje, na hora em que cheguei da faculdade, a polícia estava conversando novamente com o Reginaldo (meu porteiro que mais parece que saiu da família dinossauro). Claro que fiquei apavorada até descobrir que era apenas uma ronda rotineira desde que fecharam o bingo clandestino que rolava no meu prédio. Dá pra acreditar? Copacabana é isso. Você anda tropeçando nos velhinhos e eles andam com os bolsos cheios de dinheiro pra se distrair com essas coisas. Bom, pelo menos tem ronda na minha rua constantemente.
Aliás, o meu setor novo é bem eclético, tem de cops a padeiros (muitos). Tinham os velhinhos do bingo, mas agora eles deram lugar aos viados do salão. Adoro essa diversidade. Hoje desci no elevador com um senhor de terno olhando o aplicativo das bolsas de valores no iPhone checando as ações do Google (não contive meu olho comprido) e um dos funcionários do Point's Hair falando que ia ficar RYCAH porque ia de 'assistente' atender a Deborah Secco (escreve assim?) na Barra. Aliás, minha professora de penal é vizinha dela e fofoca tudo o que a pobre mulher (nem tão pobre assim, claro) faz na varanda no fim de semana (coitada).

E eu, depois de tirar o Corticortein da minha prateleira de ovos, fiquei pensando como esse encantador de cães tem paciência... Meu deus, mas tem uns animais tão burros que dá vontade de abraçar (do estilo do Bolinha - meu cachorro que só come e dorme, pros navegantes).

E eu sem sono, fico pensando que estou me enroscando de novo em horários malucos, em 7 matérias, em três métodos de formação e em estadias mais longas pra matar a pau e lentamente a saudade que eu sinto. É de ti mesmo que eu estou falando, my dear. Esse mês foi de matar. Te comprei um bilhete-pronto hoje na Papel Craft pra enterrar um pouquinho da falta que você me deixou durante o dia. E é claro, não estaria aqui se não fosse pela que você está deixando durante a noite.

Vai começar o programa dos golfinhos, não posso perder.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

e abriu

Pisou........ de novo......... no mesmo lugar.