segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

524 receitas em 365 dias. Lugar de mulher é na cozinha.

Hoje assisti ao filme Julia and Julie, a partir do qual Meryl Streep recebeu, merecidamente, mais uma indicação ao oscar. Segundo às críticas, a atriz foi a perfeita intérprete de Julia Child. Uma mulher fantástica que adentrou à cozinha por pura falta do que fazer, buscando ocupar o tempo livre e consagrou-se um grande nome da gastronomia. Teve o privilégio de ter um livro seu publicado em inglês sobre a culinária francesa. Julia motivou-se pela súbita viagem à França sem muito saber sobre o idioma e pela sua paixão por 'comer' - como ela mesmo dizia ao marido - para posteriormente revelar-se habilidosa à frente do fogão e a primeira mulher a escrever sobre a culinária francesa para o público americano.
Depois de todo esse falatório acerca do filme, eu revelo a vocês a pitada feminista como real intenção desse post. Se a mulher tanto lutou/luta pelo seu espaço e liderou/lidera economias, cargos governamentais,  revoltas, manifestações, motins e etc, de que adianta manda-las pra cozinha? É claro que elas iriam revolucionar por lá.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

De volta às letras

A primeira coisa que gostaria de trazer pra cá é a minha opinião sobre o Tumblr. Recentemente fiz o meu, hoje, na verdade. Gostei, é prático. Traz aquela ideia de brevidade que o blog não traz, mas nem por isso abandono isso aqui. A página vai continuar viva como sempre. Ok, confesso que esse 'como sempre' está um pouco sem credibilidade, mas mesmo sem postar com frequência eu entro aqui todos os dias, logo é 'como sempre', sim. Em segundo lugar... Agora, retomando as atividades naturais do ano, vou 'reaprender a escrever' e trazer os temas que separei há milênios pra cá. É 'reaprender' mesmo, esse negócio todo é uma questão de muita prática. De qualquer forma, é bom estar de volta.

http://hchermont.tumblr.com

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chama Verequete...

Chama Verequete. Louvado seja o Mestre do Carimbó que faleceu ontem, vítima de infecção generalizada posterior à grave pneumonia e insuficiência respiratória. O homem que sedimentou o carimbó como Cultura Paraense ao lado de homens como Cupijó e Chico Braga e que, principalmente, acreditou na imortalidade do estilo musical.
Verequete não mais está aqui para ver com os próprios olhos o Carimbó como Patrimônio Cultural  - conforme dizem: é preciso que a situação se agrave para que alguma coisa mude pra melhor -, mas a cidade ainda pode louvar o Mestre no Theatro da Paz neste último dia.

Sobre suas palavras, então, é com grande pesar que comento este adeus, pois se existem furos ou exageros na história regional, este é, sem dúvida, um imenso. Mais uma vez vai um mestre e fica a obra.
"O carimbó nunca morre. Quem canta o carimbó sou eu".

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vende-se Personalidade Virtual

Nota aos leitores: Gostaria de alegar meu desejo de assiduidade, mas pra ser sincera não to conseguindo ser assídua a nada nesses últimos tempos. Eu bem que entro aqui todos os dias, mas só escrevo quando as palavras saem - assim como agora: uma a uma.
Um vulcão de ideias, confesso, mas pouca facilidade ultimamente, pouca clareza. Sabe, eu nunca seria escritora com datas fixas de lançamento, meu compromisso é com a inspiração.

Depois dessa mínima nota ou justificativa - como queiram - me ocorreu o tema proposto no título, quase que auto-explicativo e bastante recorrente. Digam se vocês nunca pensaram 'x' de uma pessoa na internet e depois descobriram que ela é 'y', 'z', 'w', o alfabeto inteiro... exceto... 'x'!
É eu tenho dessas observações para com as pessoas e, confessem, é impossível não ter! Já li coisas fenomenais de pessoas vazias e já li coisas completamente vazias de pessoas fenomenais.

Essa febre por revolucionarismo iconográfico é outra coisa que, por exemplo, não passa do discurso. Já vi um quadrilhão de fotos em tributo e veneração de artistas cults de quem a pessoa ouve no máximo o gratest hit ou nem se quer ouviu falar. E pior, já cansei de ver e rever utilização e livre apropriação de fotos de outrem por mera necessidade de exposição daquele padrão de beleza, de estilo, de estética como se autenticamente seu fosse.

A Personalidade Virtual tem se mostrado um tanto quanto comercial e, diga-se de passagem, está a preço de banana no mercado. Eu mesma estou vendendo a minha. Sim, aqui e agora. Espero que análoga à personalidade de fato, sempre. Digo, creia essencialmente. Tomar como parâmetro artigos, blogs, twitter, orkut e afins é uma bela de uma furada.


Escrever no Século XXI está muito fácil. A começar pelo Blogger e a terminar pelo Google. Aproveite o meio técnico-científico-informacional. Le Chanois e Rodin estão a um clique de você.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Íntimo

     Ardo nessa sensação de agora: de frio entre os dedos dos pés - frio por saudade -, de palavras elétricas pousando sorrateiras (sem ruídos fazer). Devaneios suspendem-me, corrompem-me. Noite adentro lavam-me os conceitos. Liberdade poética, hermética, liberdade, amor. Até que por trás de letras protejo-me no casulo daqui. Aquele que deixaste pra que eu dormisse em paz, para que no clarão dos sóis do amanhã eu arda de novo borboleta, como fogo, e para que sejas motivo das covinhas, logo de manhã, e de todos meus pés-de-galinha no fim da tarde.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Conhecimento Emancipação x União Homoafetiva

Texto jurídico carrão-de-sena. Espero que seja o primeiro de vários. Este é para os que me julgavam desapaixonada, descrente, desinteressada pelo ramo (com todo esse exagero, é claro. Não seria eu se esse draminha não existisse).

Do conhecimento emancipação só quero alguns pontos. O primeiro é essa soberania solidária que leva à democracia como deve ser. Participativa e não estática-conformista.
Com esse modelo eficiente de democracia, pelo menos na teoria do C.E., é possível realçar a conservação dos trunfos políticos comuns.. e me interessam dois: direito a liberdade de expressão e a livre decisão de ir e vir, assim como o direito a igualdade plena, valendo-se a proteção desta perante a sociedade e de sua defesa mediante o ordenamento jurídico.

Erga Omnes, é aqui onde quero chegar. Efeitos jurídicos da democracia para todos (sim, eu disse todos: brancos, negros, pardos, índios, amarelos, orientais, homens, mulheres, idosos, homossexuais, heterossexuais, transexuais, bissexuais, criminosos, condenados, absolvidos, vitimados, réus, autores, crianças, políticos, domésticas, empregadores, locatários, servidores, operários, ... , para todos).

A questão que pretendo abordar - pelo menos até então era essa a proposta - é a da união homoafetiva. A partir dessa introduçãozinha e dos tão recorrentes discursos sobre o sistema, sobre a evolução paradigmática do Conhecimento Regulação para o Conhecimento Emancipação, me ocorreu a questão homoafetiva - também muito suscitada, diga-se se passagem - como passível de garantia de direitos.

Existem mil e um exemplos de jurisprudências que "cambam", de justa forma e plena razão, para a equiparação e defesa de direitos dos casais do mesmo sexo não amparados (decorridos todos esses vinte e um séculos) pela fonte formal do direito, a lei.
Falando em temporalidade, ouvi um dia desses na calçada em frente à universidade uma citação nem tão célebre assim que, mais ou menos, dizia: "gay, pra mim, é uma classe social nova". Não sei se discorro mais sobre o nova, ou sobre o mau emprego de classe social. Bom, como o foco é temporalidade, ouso discordar ser novo algo que advém da Idade Antiga, de civilizações tão tradicionais quanto a romana, egípcia, grega e assíria. Na Grega, principalmente.

Com as ascensões religiosas, os homossexuais foram resignados a um caráter pervertido, anômalo. Mas após tantos anos de ostracismos, encobrimentos, traumas, 'arrancações-de-cabelo' (e sim, acho que essa é a expressão), os integrantes desta 'classe tão distinta' usam da democracia participativa e da cidadania deliberativa - e vice-versa - para lutar e garantir alguns direitos. Aí entra a teoria Emancipatória, a sociedade democrática e por conseguinte o Ordenamento Jurídico.

Quantos séculos mais serão necessários para assugurar igualdade e liberdade àqueles que delas precisam assim como qualquer outro cidadão? Vinte e um séculos não foram suficientes para sedimentar na jurisdição uma igualdade que, de fato, fosse refletida na sociedade?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quando a prefeitura não pensa o povo padece

Hoje é dia de regionalizar: Dissemos um largo adeus à Julho de 2009, Belém do Pará ficou às moscas o mês inteiro e, em plena volta das férias, Agosto, caos urbano, a prefeitura usando da melhor das intenções possíveis resolveu acelerar as obras na Mundurucus entre Alcindo Cacela e 14 de Março.
Parece que todo mundo em Julho saiu de Férias, inclusive a Secretaria de Saneamento, que não aproveitou a cidade vazia pra acabar com os alagamentos.
Bom, de qualquer forma o transtorno de não ter um automóvel híbrido em Belém foi substituído pela interdição da via. Natural. Mas por que não em Julho?